Saúde destaca promoção da vida na prevenção ao suicídio

Setembro é o mês escolhido pela Associação Internacional de Prevenção do Suicídio para alertar sobre a importância de ações no sentido de prevenir e evitar a ocorrência de novos casos. Neste sábado, 10, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça a necessidade de ações de promoção da vida. Conforme dados repassados pela Gerência de Políticas Públicas de Cuidado em Saúde – Não Transmissíveis, em torno de 90% dos casos de suicídio estão associados a transtornos mentais que podem ser tratados.

Em Porto Alegre, a rede municipal de saúde conta com 141 unidades de referência na atenção básica para atender a população, além da atenção psicossocial, pronto atendimentos e hospitais. “Para manter a saúde mental, é necessário prevenção e cuidado. Nas unidades de saúde, há profissionais que podem reconhecer o início de uma situação de sofrimento, como ansiedade, depressão ou uso abusivo de drogas, podendo ajudar a evitar que o sofrimento se agrave”, avalia a técnica da Gerência de Políticas Públicas de Cuidado em Saúde – Não Transmissíveis, Loiva dos Santos Leite.

A rede de saúde da Capital conta com o auxílio de profissionais nos centros de Atenção Psicossocial, na Equipe de Saúde Mental, na Equipe Especializada de Saúde da Criança e do Adolescente, nas oficinas de saúde, geração de renda e trabalho, além de hospitais gerais onde existem unidades de internação. Em 2015, foram 144.332 atendimentos nos centros de atenção psicossocial, com 43.798 atendimentos realizados nas equipes de saúde mental adulto e 6.387 situações acompanhadas a partir do matriciamento nos serviços da atenção básica, além de inúmeras atividades realizadas nos diversos serviços da rede de atenção com foco na promoção e cuidado em saúde mental. Mais informações podem ser obtidas nas unidades de saúde de referência, conforme o endereço de moradia, portas de entrada para o atendimento na área.

Apoio – Conforme a técnica da Gerência de Políticas Públicas de Cuidado em Saúde – Não Transmissíveis, Rita Buttes, faz-se necessário orientar a população. “Familiares, amigos e profissionais de saúde devem estar atentos para identificar se a pessoa está em sofrimento mental e, nesses casos, buscar ajuda”, comenta. As tentativas anteriores de suicídio são um sinal importante, e as pessoas próximas devem monitorar os casos, buscando evitar novos episódios. Em situações urgentes, as referências são os plantões de emergência em saúde mental IAPI (rua 3 de Abril, 90, bairro Passo D’Areia) e Cruzeiro do Sul (rua Professor Manoel Lobato, 151, Vila dos Comerciários), Hospital de Pronto Socorro (Largo Teodoro Herzl, s/nº) e Hospital Nossa Senhora da Conceição (rua Francisco Trein, 596).

Porto Alegre – Na Capital, de acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), as causas externas – agressões, acidentes de trânsito, quedas e suicídios – ocuparam o terceiro lugar na causa de mortes no ano de 2014 (em ordem decrescente: homicídios, acidentes de trânsito e transporte, quedas, suicídio, outras causas, intenção indeterminada) e estão em primeiro lugar na causa de morte de pessoas entre dez e 39 anos.

Desde junho de 2014, o suicídio é de notificação compulsória e imediata no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Além disso, deve ser notificado compulsoriamente pelos serviços de saúde na ficha de notificação individual do Sinan, desde 2011, “caso suspeito ou confirmado de violência doméstica intrafamiliar, sexual, autoprovocada, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, tortura, intervenção legal e violências homofóbicas contra mulheres e homens em todas as idades. No caso de violência extrafamiliar/comunitária, somente serão objetos de notificação as violências contra crianças, adolescentes mulheres, idosos, pessoa com deficiência, indígenas e população LGBT”. A notificação compulsória é expressa em legislação federal, conforme portaria 204, de 17 de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde.

“O registro dos casos e tentativas de suicídio pode contribuir para a efetiva vigilância das violências e o planejamento das ações de atendimento às pessoas em situação de violência, na medida em que permite conhecer o perfil das vítimas e autores da agressão, dimensionar a demanda por atendimentos de urgência e outros serviços, caracterizar as lesões de menor gravidade e revelar a violência doméstica, muitas vezes silenciada e camuflada nos lares”, afirma a coordenadora da Equipe de Eventos Vitais da Coordenadoria-geral de Vigilância em Saúde/SMS, Patrícia Conzatti Vieira. A notificação também favorece a elaboração de políticas públicas de enfrentamento, acompanhamento e monitoramento dos casos para rede de atenção a pessoas em situação de violência.

Valorização – A SMS apoia o trabalho desenvolvido pelo Centro de Valorização da Vida (rua José de Alencar, 414 – Menino Deus), que promove serviço voluntário de ouvidoria para pessoas com necessidades de apoio psicológico ou desabafo emocional gratuito, trabalhando em sigilo. O CVV atende exclusivamente pelo telefone 188 para ligações de cidades do Rio Grande do Sul, com plantão 24 horas. A ligação é gratuita de celular, orelhão e fixo. Outras informações no site www.cvv.org.br/188.php.

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