EPTC completa 41 km de ciclovias com redução de acidentes fatais

Com as obras em andamento nas avenidas Padre Cacique (880 m) e Neusa Brizola (300 m), os porto-alegrenses terão 41 km de ciclovias disponíveis para seus deslocamentos, lazer ou trabalho, até o final deste mês. De acordo com levantamento da área de Projetos e Estudos de Mobilidade da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), entre as rotas mais extensas de ligação por ciclovias estão os espaços localizados da Rótula do Papa, via Vasco da Gama, até a Diário de Notícias/Icaraí/Chuí (18,5 km); da Barros Cassal, via Vasco e Mariante, até a Diário de Notícias ou Icaraí (12 km); e entre o Gasômetro e a Diário de Notícias ou Icaraí, via Loureiro da Silva e José do Patrocínio (11,5 km).

Segundo contagem realizada em abril deste ano, entre 7h e 19h, o ponto de maior circulação de ciclistas em ciclovias na cidade é o cruzamento da Mariante/Silva Só com a Protásio Alves. No período do levantamento, houve o registro da passagem de mais de 850 ciclistas. O segundo local com maior circulação é na Ipiranga, nos cruzamentos com a Borges de Medeiros e com a Erico Verissimo (450 ciclistas); e na José do Patrocínio, onde circulam, em média, 330 ciclistas, conforme pesquisas realizadas em 2015.

Para a gerente de Projetos e Estudos de Mobilidade da EPTC, engenheira Alessandra Both, o grande número de ciclistas com passagem na Mariante/Silva Só acontece muito pelo deslocamento de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre outros segmentos de ciclistas. “Registramos a passagem de muitos estudantes naquele ponto, caracterizado por fazer parte da rota Protásio Alves/Osvaldo Aranha. Outras ligações importantes ocorrem no local como a rota entre a Nilo Peçanha e a Goethe e entre estas com a Ipiranga, atendendo a outros tantos que circulam para os seus trabalhos”, explicou.
Redução de acidentes - O investimento em ciclovias na cidade, além da consolidação do sistema BikePoa, com mais de 775 mil viagens realizadas e 169 mil cadastrados no site, somado às ações de fiscalização, educação e ao Programa Vida no Trânsito (EPTC/Secretaria Municipal de Saúde), garante uma redução da acidentalidade envolvendo ciclistas. Os dados da Coordenação de Informações de Trânsito (CIT) da EPTC, de janeiro a abril de 2016, são expressivos na comparação com o mesmo período de 2015: diminuição de 24,44% em acidentes (68 a 90); menos 19,05% em feridos (68 a 84); com uma morte (mesmo número do ano passado).

Alessandra lembra que os últimos três anos apresentaram uma queda significativa de vítimas fatais envolvendo ciclistas em Porto Alegre. “Foram nove mortes em 2013, oito em 2014 e três no ano passado, uma clara demonstração de mudança na cultura do trânsito, com mais respeito e cordialidade nas relações entre todos. Os espaços exclusivos para os ciclistas têm contribuído para isto.” Na comparação com outras capitais brasileiras, São Paulo, por exemplo, registrou 31 mortes de ciclistas no ano passado; Brasília, 30; e Curitiba, 19.

Rotas ciclísticas completas mais extensas na cidade:

1) Rótula do Papa/Érico Veríssimo/José do Patrocínio/Loureiro da Silva/Travessia pela Redenção/Barros Cassal/Irmão Otão/Vasco da Gama/ Mariante/Silva Só/Ipiranga/Edvaldo P. Paiva/Padre Cacique/Diário de Notícias/Icaraí/Chuí, com 18,5 km.

2) Barros Cassal/ Vasco da Gama/ Mariante/ Silva Só/ Ipiranga/ Edvaldo Pereira Paiva/ Diário de Notícias/Icaraí, com 12 km.

3) Gasômetro/ Loureiro da Silva/ José do Patrocínio/ Érico Veríssimo/ Ipiranga/ Edvaldo Pereira Paiva/ Padre Cacique/ Diário de Notícias / Chuí / Icaraí, até a Wenceslau Escobar, com 11,5 km.

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