Após reclamações, operadora do BikePoa promete colocar 200 bicicletas em operação em 30 dias

Usuários do sistema de aluguel de bicicletas BikePoa vem reclamando nos últimos meses de que estão enfrentando dificuldades para encontrar veículos disponíveis nas 40 estações do serviço de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC) confirma que há um problema e alega que ele é causado pelo número de furtos e de atos de vandalismo.

A Serttel, empresa responsável por operar o BikePoa, reconhece que a operação está “abaixo do normal”, mas não informa o número certo de bicicletas que estão disponíveis. “O projeto tem sido alvo de atos de vandalismo, depredação e furto de mobiliário e bicicletas, que foram registrados em boletins de ocorrência e laudos junto ao órgão competente”, disse a empresa em nota, em que também acrescenta que está debatendo soluções com autoridades de segurança pública e que a operação deve ser normalizada no prazo de uma semana.

De acordo com dados fornecidos pela Serttel à EPTC, em 2015, 73 bicletas do sistema foram furtadas e outras 25 ficaram totalmente sucateadas, seja pelo uso ou por atos de vandalismo. Segundo informa Marcelo Soletti, diretor de Operações da EPTC, para resolver este problema, a Serttel promete colocar à disposição dos usuários 200 novas bicicletas até o final de fevereiro – 110 até o dia 13 e mais 90 até o dia 25. Ele também diz que a EPTC e a Serttel estão estudando a possibilidade de rearranjar estações mais alvejadas para lugares próximos mais seguros.

Nesta sexta-feira (29), uma reportagem da Rádio Bandeirantes feita a partir de visitas às estações do BikePoa constatou que apenas 39 das 400 bicicletas que deveriam compor o sistema estavam em operação.

Soletti admitiu que há problemas no serviço e afirmou que a EPTC vem recebendo um número maior de reclamações desde o final do ano passado de redução do número de bicicletas disponibilizadas pelo serviço e que cobrou da operadora soluções para o problema. No entanto, ele nega que apenas 10% estejam disponíveis. “Não está correto esse número, até porque a manutenção é feita à noite”, diz, alegando que a pesquisa feita pela Bandeirantes levou em conta apenas o horário em que muitas bicicletas são retiradas pela operadora para reparos.

No próximo dia 5, será realizada a abertura das propostas da licitação para a próxima operadora do serviço. A ideia da EPTC é que os preços sejam mantidos – R$ 5 pela hora e R$ 10 pela assinatura mensal -, que o número de estações suba de 40 para 50 e que a vencedora garanta que serão mantidas 400 bicicletas em operação a qualquer momento. Atualmente, a Serttel – cujo contrato se estende março – não tem a obrigação contratual de manter esse número operando.

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