Ações de combate ao AVC serão lançadas na Capital

O Estudo Resilient no Brasil e o Projeto de Regulação da Rede de AVC Porto Alegre – Metropolitana serão lançados nesta sexta-feira, 21, em solenidade às 14h30, no Salão Nobre do Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico), com a presença do prefeito José Fortunati. A iniciativa reúne governo do Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura de Porto Alegre, Rede Brasil AVC, Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Hospital Moinhos de Vento.

A programação terá continuidade neste sábado, 22, com a corrida contra o AVC (acidente vascular cerebral). A largada da prova de cinco quilômetros ocorre às 9h, no Parque Farroupilha (Redenção), em frente do Monumento ao Expedicionário. Limitadas a 600 participantes, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas no sitewww.correndocontraoavcpoa.com.br.

Corrente Brasil AVC - Parceria público-privada, a iniciativa reúne Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Secretaria Estadual de Saúde do RS, Ministério da Saúde, Hospital Moinhos de Vento e Hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). A cada ano, 17 milhões de pessoas têm um AVC no mundo, 6,5 milhões morrem e 26 milhões vivem com incapacidade permanente. Mas sabe-se que o atendimento especializado em Unidade de AVC aumenta a chance de boa recuperação em 14%, o tratamento trombolítico até 4,5 horas de início dos sintomas (medicação que desentope a circulação cerebral) aumenta as chances de boa evolução neurológica em até 30% e a trombectomia mecânica até 8 horas nos casos de AVCs mais graves (tratamento por cateterismo cerebral) aumenta as chances de independência em mais de 50%. Quanto mais rápido o atendimento, menores as chances de sequelas. No Brasil, ocorrem aproximadamente 400.000 casos de AVC por ano, e o AVC é a principal causa de incapacidade em todo o mundo.

O Estudo Resilient (Randomização de Tratamento Endovascular com Stent-retriever e/ou Tromboaspiração versus o tratamento clínico padrão no AVC isquêmico agudo devido à oclusão de grande vaso) é um ensaio clínico randomizado do Ministério da Saúde, coordenado pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que vai avaliar se a trombectomia no AVC isquêmico com oclusão de grande vaso, que tem eficácia já comprovada em países desenvolvidos, é efetiva, é exequível e custo-efetiva no SUS (depende de neurorradiologistas intervencionistas especializados para o tratamento do AVC e hemodinâmica disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana). Serão 16 centros do país, três no Rio Grande do Sul e o estudo inicia-se em novembro de 2016, no Hospital de Clínicas e no Hospital São Lucas da PUCRS. O objetivo final do estudo é, em caso positivo, viabilizar a implantação definitiva do tratamento no SUS. Ao longo de seis meses, o programa vai se expandir para mais seis estados, que participarão do Estudo Resilient e, futuramente, para outras regiões do país.

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